30 abril 2007

Salí Porque Salí

(Autor: Tite Curet Alonso)
(Canta: Cheo Feliciano)
Otra vez sin decir nada de mi
otra vez voy pasando por ahí
donde voy procurando sin hallar
puede ser que te vuelva yo a encontrar.
Otra vez por aquello que soñar
echaré ilusiones a volar
amaré todo cuanto pueda amar
y dejar en el olvido cuanto yo deba olvidar.
Para tí ni siquiera yo tendré
ni quizás la limosna de un mirar
fué mejor sepultar en el ayer
tu lejano amor prohíbido que jamas debió de ser.
Otra vez voy pasando por ahí
otra vez con mi cara tan feliz
si a tu amor yo llegué porque llegué
de tu amor yo salí porque salí. (bis)
Coro:
A tí llegué porque llegué, y salí porque salí
amo cuando pueda amar, sigo andando por ahí.
Por ahí, por ahí voy yo caminado
camino por donde quiera
ami no me digas nada, mama
en esta te quedaste afuera.
Ahora todo es diferente
la cosa no es como era
voy solito, voy contento
ahora me la gozo entera.
Pero que son las cosas del amor
esta cambiando la escena
negrona ya bajó el telón, mira
y comienza otra novela.
~
Estas son cosas que pasan
como me dijo Tite Curet
yo seguiré por mi rumbo
y le deseo mucha felicidad a usted.
Pero la vida es una comedia
esta es la universidad
no va para ningun lado
quien no sabe donde está, oye.
Mira negrona, cada cual por su rumbo
y que seamos felices.
--- Para a Paula, con amor...

07 abril 2007

Duas visões sobre a novidade

"There is no new thing under the sun."

Ecclesiastes, 1:9.


"What moves men of genius, or rather what inspires their work, is not new ideas, but their obsession with the idea that what has already been said is still not enough."

Eugene Delacroix (1798-1863).

23 fevereiro 2007

Um eterno retorno espiralado na busca por uma identidade mais sólida

Gostaria de entender melhor o mistério de tão poucas coisas me chamarem a atenção ultimamente a ponto de eu dedicar-lhes alguma reflexão, por mínima que seja, que sirva enfim para eu publicar aqui. Normalmente tenho a sensação de estar numa espécie de busca por algo. Acontece que a maior parte do tempo eu passo procurando por coisas: músicas, livros, imagens, enfim, algo que me traga alguma informação útil e relevante. Mas o critério do útil e do relevante ai esconde uma outra procura, mais profunda, que normalmente eu não me dou conta, ou pelo menos pareço evitar muitas vezes de encarar de frente. Como ainda estou buscando, ainda não sei ao certo o que vem a ser isso que eu busco, nesse sentido mais profundo, é claro. Poderia chamar de felicidade, plenitude, realização, se isso não soasse muito pronto e acabado, pois essas coisas a gente não alcança diretamente, mas apenas através de algo mais concreto, mais pessoal, acredito. Agora a pouco estava olhando meu email no yahoo e tinha uma propaganda do lado que mostrava fotos de algumas celebridades, como a Cameron Diaz. Na hora me deu um estalo e pensei: é isso o que estou buscando! Me explico antes que haja mal-entendidos: quando olhei a foto do lindo rosto da Cameron, me veio uma sensação de que ali haveria algo, mas não se tratava da Cameron Diaz, quer dizer, ao olhar a sua foto tive a sensação de que não era algo do nível da matéria que estava buscando, mas algo mais espiritual. É óbvio que falar tudo isso para chegar a uma conclusão dessas pode parecer para muitos muito superficial, e esse é exatamente o ponto. Minha vida está passando por algumas mudanças de perspectiva nos últimos tempos, tendo que encarar a necessidade da sobrevivência material. Eu sempre coloquei os assuntos do espírito em primeiro lugar na minha vida, pois nunca precisei me preocupar de verdade com a minha subsistência. Acontece que agora as dimensões estão se cruzando novamente, ainda mais na iminência do começo do Doutorado. E as coisas que eram tão óbvias antes agora já não são, como se eu tivesse que descobrir o que é realmente importante para mim tudo do começo novamente.
Talvez seja assim mesmo, um eterno retorno espiralado na busca por uma identidade mais sólida: semelhança - diferença - nova semelhança; tese - antítese - síntese; o Eu - o Outro - o novo Eu.
O fato é que depois de olhar a foto da Cameron, percebi que não faço a menor idéia do que seja o espírito, a alma, a subjetividade. Isso depois de ter gastado toda a minha adolescência e juventude pensando nisso...

14 fevereiro 2007

Cage of Shadows

A probabilidade dos quase 50.000 acessos a este blog se deverem a algum tipo de conteúdo nele contido deve ser pequena e realmente não me convence, especialmente porque eu tenho tido intervalos enormes entre um post e outro. Isso se deve, em grande parte, ao fato de que eu tenho uma grande dificuldade em postar coisas aqui que sejam de cunho mais pessoal. Paradoxalmente, eu tenho no momento 3 blogs, que pretendia manter atualizados, o que significa que pelo menos eu tenho a intenção de comunicar alguma coisa, seja lá o que isso for. Acontece realmente que eu acabei montando os blogs com o intuito de transmitir algum conteúdo "menos superficial" ou "mais duradouro", e pelo fato de a minha mente ter sido acostumada a funcionar dentro dos parametros do classicismo, isso faz com que eu associe "naturalmente" superficial com pessoal, e duradouro com algo não pessoal.

Naturalmente também que agora eu perceba como isso pode ser um equívoco. Pelo menos as minhas emoções me dizem o contrário, ou seja, que a realidade nada mais é do que multiplicidade infinita, sem muita coisa a agregar cada individualidade debaixo de um denominador comum. Essa situação aparentemente contraditória das minhas emoções em face de algum exercício que eu possa vir a ter de pensamento deve ter sido o fator inconsciente que me levou a escolher o tema do "retrato antigo" para a minha recêm-iniciada pesquisa de doutoramento. Ainda não sei como explicar isso, mas quando falo em retrato estou pensando não apenas nas representações visuais de bustos e estátuas muito comuns no mundo antigo, especialmente a partir do período helenístico e com toda a força no período romano. O "retrato" - e esse é o tema da minha pesquisa - engloba outras dimensões do discurso como a biografia de imperadores, os tratados de retórica e, dentre outras dimensões, as concepções dos antigos sobre a alma e o corpo, presentes em tratados filosóficos como o De Anima, do Aristóteles.

No lugar de encontro desses gêneros do discurso antigo, no ponto onde todos eles se cruzam, se encontraria a categoria do "retrato antigo". O aspecto interessante e ao mesmo tempo problemático dessa noção de encontro ou cruzamento de gêneros na antiguidade é o fato de que essas noções mesmas de "cruzamento" e "encontro" remetem o pensamento antigo inevitavelmente para a questão da unidade do Ser, questão que é "resolvida" de formas diversas segundo cada autor ou tradição considerada. A questão que fica é a seguinte: seria possível identificar e descrever a forma como cada uma dessas filosofias concebem o retrato ou, o que seria mais prático e metodologicamente mais correto numa pesquisa de cunho histórico, seria possível identificar qual a concepção filosófica predominante por trás de um retrato ou conjunto de retratos concretos? No fundo uma questão implica na outra...

Mais interessante também é o meu movimento inconsciente de passar de um discurso pessoal para um discurso pretensamente "científico", "neutro", onde as questões que eu não consigo formular no nível pessoal são reelaboradas em outro nível, como se ao fazer isso eu estivesse tentado cruzar a minha identidade pessoal incerta e fugidia com algo que faz parte de uma longa tradição, cujos elementos poderiam me dar a sensação de estar constituindo a minha identidade no presente, diante da percepção de uma realidade fragmentada e multicafetada.

É engraçado, mas esse exercício metalinguístico me soa como estar diante de um espelho, contemplando a minha própria imagem, mas o que eu vejo não é igual ao que eu sou, ao que eu "mostro" ao espelho, pois de alguma forma existe algo além de mim mesmo e de minha "pura imagem refletida" que interfere nessa bricolagem de reflexos e reflexões infinitas através do qual o que no fundo acontece é uma incessante produção do si mesmo, do eu, do mundo e da sombra do eu no mundo e do mundo no eu.

22 outubro 2006

Choro No. 1 - Villa-Lobos
Julian Bream Fantasia X

12 outubro 2006

Pra começar

Ótimos exercicios...
Free Hugs Campaign. Inspiring Story! (music by sick puppies)

Roubado com um abraço de um amigo... Obrigado Igor!

19 setembro 2006

Os Consultores e o Pensamento Oriental

Segue uma mensagem interessante sobre o poder da subjetividade em determinar os nossos caminhos. Os orientais tem a mesma concepção. Infelizmente, aqui no ocidente, as pessoas estão acostumadas a achar que quando a gente pensa algo a respeito de algo ou alguém, esse pensamento diz respeito à coisa pensada e não ao sujeito pensante. No fundo é uma forma tosca de gnosiologia que passa por cima de Kant e outros carinhas. No oriente a coisa é mais radical: não existe separação entre sujeito e objeto, já que em última medida o objeto é sempre resultado da operação do sujeito sobre o mundo. Em termos ocidentais, mesmo kantianos, é dificil de entender isso, porque se supõe que o mundo tenha uma realidade independente do sujeito. Hegel é mais próximo do oriente do que se pensa. É engraçada a curva Descartes-Kant-Hegel, para depois dobrar de novo com o Marx, só que para o sentido contrário. Nada como o Tao para entender como as coisas vão e vem...


"Era uma vez uma indústria de calçados que desenvolveu um projeto de exportação de sapatos para a Índia. Em seguida, mandou dois de seus consultores a pontos diferentes do País para fazer as primeiras observações do potencial daquele futuro mercado. Depois de alguns dias de pesquisas, um dos consultores enviou o seguinte fax para a direção da indústria:
"SENHORES, CANCELEM O PROJETO DE EXPORTAÇÃO DE SAPATOS PARA A ÍNDIA. AQUI NINGUÉM USA SAPATOS. "
Sem saber desse fax, alguns dias depois o segundo consultor mandou o seu:
"SENHORES, TRIPLIQUEM O PROJETO DA EXPORTAÇÃO DE SAPATOS PARA A ÍNDIA. AQUI NINGUÉM USA SAPATOS AINDA ."
MORAL DA HISTÓRIA: A mesma situação era um tremendo obstáculo para um dos consultores e uma fantástica oportunidade para outro. Da mesma forma, tudo na vida pode ser visto com enfoques e maneiras diferentes. A sabedoria popular traduz essa situação com a seguinte frase:"OS TRISTES ACHAM QUE O VENTO GEME; OS ALEGRES, ACHAM QUE ELE CANTA."O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como você encara a vida faz toda a diferença!!!!"

15 setembro 2006

Aprender Aprendendo...


Ciò che dobbiamo imparare a fare,
lo impariamo facendo.

Aristotele

28 junho 2006

Lentamente Muore...

Lentamente muore chi diventa schiavo dell'abitudine, ripetendo ognigiorno gli stessi percorsi,chi non cambia la marcia,chi non rischia e cambia colore dei vestiti,chi non parla a chi non conosce.Muore lentamente chi evita una passione,chi preferisce il nero su bianco e i puntini sulle "i" piuttosto che un insieme di emozioni, proprio quelle che fanno brillare gli occhi, quelle che fanno di uno sbadiglio un sorriso, quelle che fanno battere il cuoredavanti all'errore e ai sentimenti.
P. Neruda

21 maio 2006

LANDSCAPES OF FEELINGS

"The tendency to avoid problems and the emotional suffering inherent in them is the primary basis of all human mental illness."
THE ROAD LESS TRAVELED
"Neurosis is always a substitute for legitimate suffering."
CARL GUSTAV JUNG
Art experiences are a good way to get ourselves back in touch with our inner feelings, be it a musical composition, a picture in a gallery or in the big screen, an exercise in sensual touching or whatever else one wishes. Through them we release the feelings of past experiences and we also always can get involved in new experiences as well too. In doing this, we paint or musicalize the territories of our inner self, giving them colours, lines, shapes that enables us to be in touch again with who we really are, not just with whom we wanted to be. It's an exercise in being real again. We all have different landscapes inside ourselves, sometimes a swamp, sometimes a deep cliff, sometimes a solar beach, sometimes a waterfall... Our feelings are not strange things that get inside us for some unknown reason - they are all cast by our contacts with the real world, and denying some feelings as not legitimate for some moral reason is equal to deny the real diversity of landscapes of the world. All of them have something to teach us - we just need to let them do this to us naturally without forcing upon them some meaning of our choice, framed by our moral behavior of choosing some as "better" than others, and so leaving the real diversity of our experiences unrecognized.

19 março 2006

Cadê os comentários?

O Blog completou recentemente 20000 hits, mas para mim não foi desta vez motivo para comemoração. Isso porque apesar do alto número de acessos (penso eu), são ainda raríssimas as pessoas que deixam comentários nos posts que, eu sei, tem sido algo meio erráticos ultimamente. Parte da culpa é, portanto, minha, primeiro por postar pouco nos últimos tempos e segundo por postar sobre assuntos um tanto dispares um do outro. A idéia do Blog era a de servir como espaço de inspiração e reflexão sobre temas relacionados às artes, mas percebi que nem os posts relacionados diretamente às artes (como meus desenhos e poemas nos posts mais antigos e algumas citações de trechos de história da arte) recebiam comentários, não sei se por preguiça ou porque afinal a forma BLOG se presta mais aos comentários pessoais sobre fatos diversos do cotidiano do que realmente à reflexão e inspiração sobre arte. O fato é que com o tempo fui acrescentando posts que tem mais a ver com a arte dos cuidados de si (como bem coloca Foucault) do que sobre questões mais diretamente ligadas à estética, por exemplo. Ainda que eu acredite que essa arte do cuidado de si faça parte em certo sentido do que costumamos chamar, meio escorregadiamente, de Arte com "A" maiúsculo, eu entendo que a maioria das pessoas não vejam claramente como se dá essa correlação, e por isso (tento explicar eu para mim mesmo) as pessoas deixam tão poucos comentários. Pois bem, vou tentar de agora em diante explicitar mais essa correlação, aproveitando sempre que der para fazer meus próprios comentários. De resto, convido os poucos leitores a darem uma olhada enquanto isso em meu outro Blog sobre o tema da Melancolia, onde andei postando mais comentários ultimamente. O link está ai do lado: trata-se do Melancholy Lakes. Lá vocês vão encontrar coisas relacionadas à "Arte" também, mas espero desde já que possa ficar clara a ligação entre essa arte que a gente vê nos museus e exposições e a arte da vida, ou dos cuidados de si. Aproveito para convidar aqueles que se interessarem pelo tema de deixarem seus muito bem vindos comentários, seja lá quanto aqui.
Um grande abraço,
Skywalker...

04 março 2006

Don't fear the fear

"The man who fears suffereing is already suffering from what he fears."
MICHEL de MONTAIGNE

28 fevereiro 2006

Para o Chris...

Achei a referência desse livro que conta a historia social e econômica do Rum na época da colonização do novo mundo. Quando vi não pude deixar de pensar no Chris e seu interesse pelo tema do colonialismo (Tintin) regado a uma boa perspectiva antropológica sobre comidinhas e bebidinhas. Marshall Sahlins que o diga...


A History of Caribbean Rum

Frederick H. Smith. 2005. Caribbean Rum: A Social and Economic History. ISBN 0-8130-2867-1. University Press of Florida. 247 pages, plus extensive notes, references and an index.

Caribbean Rum is the story of a New World invention--hard liquor distilled from sugar cane and byproducts--and its role in the European and African colonization of the American continents. The 'social, spiritual, and medicinal' liquid called alcohol has a deep history among Europeans and Africans, but at the time of the colonization of the Caribbean, early in the 16th century, distilled spirits were not widely available anywhere. Wine-making, making alcoholic drinks without distillation, was the manufacturing method of choice, because it was fairly simple and didn't require special equipment. Distillation was invented in England in the 13th century, but at first it was a secret process known only to physicians and apothecaries.

Earliest Alcoholic Beverages in the New WorldAs described here, and despite modern disapproving viewpoints to the contrary, alcohol was a necessary staple commodity to 16th century colonists and the countries from which they originated, whether for safely ingesting liquids, experiencing religion or as a method of easing the pain of enslavement or distance from home and family. The colonies of the New World were only reached after months of voyaging, and quantities of imported brandy--the most popular alcoholic beverage of European colonists--were limited. Locally produced alternatives needed to be identified. The earliest alcoholic beverages made by Europeans and Africans in the New World were based on drinks made by the local Carib peoples, such as those made from fermented potatoes (called mobbie) or from casava (called perino or ouicou). Other early experiments making alchohol included wines made from pineapple, plantain, banana and plums. Fermented sugar drinks such as guacapo (called by various names including grappe, grippo and guarapo) were also made.

Sugarcane and Rum Production It was these cane sugar byproducts that proved most popular, and after the first alembic arrived, early in the 17th century, rum production took off. The birth of the distilled rum industry began as a result of a burgeoning sugar cane agriculture in the British colonies on the islands of Barbados and Martinique, fueled by the investment in that agriculture by the British West Indies company, about 1650.

Frederick Smith's Caribbean RumFrederick Smith's Caribbean Rum details the story of rum making within the context of the African and European cultures, both at home and in the colonies, the political machinations of intercontinental trade, the competing colonial markets and the effects of treaties and conflicts. Most of all, the book describes the social and religious aspects of alcohol in the Caribbean, among the various components of that eclectic society. Although the text is clearly a reworking of Smith's dissertation, and has some of those academic characteristics (including a fat bibliography and dense notes), the story Smith tells is a fascinating one.

28 janeiro 2006

Self Control

"If you are distressed by anything external, the pain is not due to the thing itself, but to your estimate of it; and this you have the power to revoke at any moment."
- Marcus Aurelius Antoninus

05 janeiro 2006

Caminhando se faz o caminho...

A PEDRA

O distraído nela tropeçou...
O bruto a usou como projétil.
O empreendedor, usando-a, construiu.
O camponês, cansado da lida, dela fez assento.
Para meninos, foi brinquedo.
Drummond a poetizou.
Já David matou Golias e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...


E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem.

26 dezembro 2005

Para a Letícia, com carinho...

LEVEL 42 - LESSONS IN LOVE (LYRICS)

I'm not proud, I was wrong
and the truth is hard to take
I felt sure we had enough
but our love went overboard
lifeboat lies lost at sea
I've been trying to reach your shore
waves of doubt keep drowning me
All the dreams that we were building
we never fulfilled them
could be better, should be better
for lessons in love

For restless eyes egos burn
and the mold is hard to break
now we've waded in too deep
and love is overboard
heavy hearts token word
sall the hopes I ever had
fade like footprints in the sand

All the homes that we were building
we never lived in
could be better, should be better
lessons in love
if we lose the time before us
the future will ignore us
we should use it, we could use it, yeah
Lessons in love

Lost without love...

Lessons in love
When will you ever learn

Lessons in love
When there's nowhere left to turn

Lessons in love
Don't let your spirit burn

Lessons in love
I'll wait 'till you return

All the dreams that we were building
we never fulfilled them
could be better, should be better
for lessons in love
All the homes that we were building
we never lived in
could be better, should be better
lessons in love
if we lose the time before us
the future will ignore us
we should use it, we could use it, yeah
lessons in love