12 abril 2008

Salada Dona Ana de Broto de FEIJÃO com Aliche e Molho Parmesão (Versão Corrigida)

Hoje no almoço eu meio que inventei uma salada que batizei com o nome de minha mãe pois a salada leva um ingrediente que ela gosta muito: o aliche. Eis a receita para 1 prato:

Monte o prato na seguinte ordem:

2 mãos cheias de Broto de FEIJÃO (é o grosso do prato)
2 Beterrabas em rodelas
2 Pepinos grandes em rodelas
1 bom punhado de Azeitonas verdes sem caroço em rodelas
2 punhados de ervilhas

O tempêro deve ser, exclusivamente:

Uma colher ou duas de sopa de Soyo
Abundante Molho Para Salada Pronto (desses que compra no supermercado) de PARMESÃO, suficiente para banhar praticamente todos os ingredientes do prato
E, finalmente, por cima de tudo, ponha um punhado de aliche ao azeite sem espinha cortado em pequenos pedaços de 1 cm mais ou menos

E Voilà! Eis uma deliciosa salada pronta rapidinho. Eu particularmente amei...

04 fevereiro 2008

We Need To Take Care Of Ourselves




Somewhere there's a part of us that we need to contact. Have you ever searched for Hobbes? I do. I'm split...

The Oceanic Feeling or How To Loose Yourself




Jackson Pollock

Blue (Moby Dick)

c. 1943

Gouache and ink on composition board,

18 3/4 x 23 7/8 in.

Ohara Museum of Art, Kurashiki
*
Herman Melville starts his Moby Dick this way:
"Call me Ishmael. Some years ago - never mind how long precisely - having little or no money in my purse, and nothing particular to interest me on shore, I thought I would sail about a little and see the watery part of the world. It is a way I have of driving off the spleen, and regulating the circulation. Whenever I find myself growing grim about the mouth; whenever it is a damp, drizzly November in my soul; whenever I find myself involuntarily pausing before coffin warehouses, and bringing up the rear of every funeral I meet; and especially whenever my hypos get such an upper hand of me, that it requires a strong moral principle to prevent me from deliberately stepping into the street, and methodically knocking people's hats off - then, I account it high time to get to sea as soon as I can. This is my substitute for pistol and ball. With a philosophical flourish Cato throws himself upon his sword; I quietly take to the ship. There is nothing surprising in this. If they but knew it, almost all men in their degree, some time or other, cherish very nearly the same feelings towards the ocean with me."


Here we have a clear reference for a method, a method of living, that the author compares to Cato's suicidal attitude, that is, to his Aesthetics of Existence, his Souci de Soi. The modern version of it, being fed by romanticism, can be approximated to what Freud calls, in Civilization and its Discontents, the "Oceanic Feeling".




Says Melville again in his beautiful and deep Moby Dick:






"Were Niagara but a cataract of sand, would you travel your thousand miles to see it? Why did the poor poet of Tennessee, upon suddenly receiving two handfuls of silver, deliberate whether to buy him a coat, which he sadly needed, or invest his money in a pedestrian trip to Rockaway Beach? Why is almost every robust healthy boy with a robust healthy soul in him, at some time or other crazy to go to sea? Why upon your first voyage as a passenger, did you yourself feel such a mystical vibration, when first told that you and your ship were now out of sight of land? Why did the old Persians hold the sea holy? Why did the Greeks give it a separate deity, and own brother of Jove? Surely all this is not without meaning. And still deeper the meaning of that story of Narcissus, who because he could not grasp the tormenting, mild image he saw in the fountain, plunged into it and was drowned. But that same image, we ourselves see in all rivers and oceans. It is the image of the ungraspable phantom of life; and this is the key to it all."




I add:




Do you ever feel the need to loose yourself? I feel from times to times a strong need to get loose. Why is it so? In order to find myself I need first to loose myself...




Come, Ocean, Come to me!


Come as just you can


Come as I need


Before I start to bleed...

13 janeiro 2008

Função e Valor da Arte para Aristóteles e Platão

Para Platão, ao contrário do que poderia parecer, a arte tem um papel fundamental sobre a determinação da realidade. Não fosse a importância desse papel, ou sua indubitabilidade, não haveria para ele a necessidade de questionar-se o seu valor. Função e valor são portanto dois aspectos da arte para Platão, que são no entanto apresentados em sua argumentação como aspectos (se é que se pode dizer "aspectos") indissociaveis da realidade da arte. É justamente ai que entra a contribuição de Aristóteles, que separa da função própria da arte a necessidade de considerar o seu valor, entendido como uma instância ou aspecto que seria, para Platão, determinado segundo critérios transcendentes, e que é considerado, já dentro da ontologia aristotélica, como um acidente, por oposição ao estatuto de substância que a função da arte teria.
Com essas referências se pode pensar sobre a natureza da arte em geral, e sobre o cinema, em particular. Filmes blockbusters tem, como todo tipo de arte, um efeito sobre a realidade. Mas o público que só assiste a esse tipo de filme e rejeita filmes considerados "de arte" ou "autorais" no fundo não faz mais do que seguir um paradigma platônico, em detrimento do paradigma aristotélico. Explico melhor: segundo o que foi dito no parágrafo acima, o paradigma platônico precisa levar em consideração, para funcionar adequadamente, um critério de valor, que é especifico e, portanto, excludente, ou seja, se se define um critério, é esse valor que é resaltado, em detrimento dos demais. Trocando em miúdos, isso significa dizer que o que vale em termos de arte e de cinema para esse público corresponde normalmente a um tipo específico de forma ou de formato que são, sub-repticiamente, eleitos como supremos e absolutos. Em geral, e por incrivel que pareça, ao contrário do que Platão talvez pudesse inclusive pensar, trata-se, no caso do cinema, do filme com um começo, um meio e um fim bem demarcados, em geral vindo, obrigatoriamente, nessa ordem. Além desse critério, existem outros que são preferenciais desse público: posso adiantar um pouco e dizer que trata-se de um critério de "classicidade", ou seja, a forma que é valorizada é aquela que deixa suficientemente claro para o espectador a distinção interna das partes no todo. Nesse contexto, fazem sentido contrastes nítidos e bem definidos entre alto e baixo, claro e escuro, gordo e magro, preto e branco, para citar apenas alguns exemplos que são caros aos estruturalistas do século XX, em particular Claude Lévi-Strauss.
Sem deixar de reconhecer a importância das variações existentes dentro dessa categoria de obras populares, o que, aliás, justifica por si só o interesse por uma História da Arte que também as inclua, é fato notório, para aqueles que já passaram pela experiência, que as obras cuja forma foge mais do esquema clássico tradicional (e por clássico me refiro nesse texto à produção da chamada "tradição clássica" como um conjunto mais ou menos coerente e unificado, por oposição à chamada modernidade, e não apenas ao estílo específico do classicismo que emergiu no século XVIII) são as que, em geral, mais perturbam e inquietam o público blockbuster. Essas obras são em geral consideradas por esse público como incompreensíveis e desagradáveis. Ao se abolir o aspecto "valor" da arte, que seria determinado por critérios que lhe seriam transcendentes, e ao se valorizar apenas o aspecto "função" da arte, por meio do qual se enfatizaria apenas o fato de que a arte se justifica a si mesma na medida em que "move" o público espectador, sem restrições quanto ao tipo de forma utilizada e ao tipo de efeito dela resultante, o espectador passa a considerar como válidos, em sua experiência estética, uma gama muito maior de obras que seriam de outra forma rejeitadas como "incômodas", muitas vezes, inclusive, sob a alegação do próprio prazer proporcionado.

10 janeiro 2008

Castle's Grove


Inspiration


I see a Medieval Castle Grove, inhabited by Unicorns, Firebirds and a single delicate and enchanted rosebud, who only blossoms at midnight, by the presence of pure beings.

Description


The night runs deep, producing dark blue shadows by the presence of the silver moon. Along the secret grove, beautiful but strong and pure flowers blossoms only at night, being pale by the light of the day, only to serve as valets in the presence of the enchanted rosebud.

Eye Of The Tiger


Combining another Palette that I created with a previously drawn pattern frame, I created the above composition, called Eye Of The Tiger, inspired by William Blake's poem, The Tiger, which begins like that:

Tiger, Tiger, burning bright,
In the forests of the night
What Immortal hand or eye
Could frame thy fearful symmetry?


If you'd like to know the colours, palettes and patterns that I created, go to my page at COLOURLovers!

08 janeiro 2008

Nefertiti


This is the palette that I created today through the site COLOURlovers. It's called Nefertiti! Guess where came the inspiration?

31 dezembro 2007

Sublime Cave Exploration


I just love caves... Who doesn't? I think this passion comes from my Mark Twain's & Julio Verne's childhood readings. Shouldn't this picture be a part to Voyage to the Center of the Earth? By Julius Wong, Cave Tour.

Flaming Cave


What to say of this marvelous structure of red-rose-white-yellow-orange-purple-black tonalities of soft light and strayed stone? Would like to live there. By Martin Quinn, Slot Canyon Arch (reworked)

Colours & Textures

I Like the colours and textures of this Diptych by Alexander Bergström.

25 dezembro 2007

21 dezembro 2007

Natal


Das excelentes fotos de Dennis Aubrey, St. Austremoine, Issoire (Puy-de-Dome) North aisle, França. Para comemorar o Natal com algo que compartilha não só o seu espírito, mas sua materialidade, ou seja, abundância, luz, cores, brilho...

13 novembro 2007

No Picture Can Rival Such Words...

To Sleep
by John Keats (1795-1821)
*

O soft embalmer of the still midnight,
Shutting, with careful fingers and benign,
Our gloom-pleas'd eyes, embower'd from the light,
Enshaded in forgetfulness divine:
O soothest Sleep! if so it please thee, close
In midst of this thine hymn my willing eyes,
Or wait the "Amen," ere thy poppy throws
Around my bed its lulling charities.
Then save me, or the passed day will shine
Upon my pillow, breeding many woes,--
Save me from curious Conscience, that still lords
Its strength for darkness, burrowing like a mole;
Turn the key deftly in the oiled wards,
And seal the hushed Casket of my Soul.

07 outubro 2007

Questão de Ordem



(1792-1750 a. C.) O Código de Hamurabi, Rei da Babilônia, Louvre.



Queria fazer uma reivindicação aqui. Acabei de descobrir que um bando de desocupados bêbados entraram no Museu D'Orsay em Paris e fizeram um enorme furo no quadro "Pont d'Argenteuil", de Monet. Dá para ver no centro do quadro, um pouco à direita, o furo. Queria propor para casos como esse e semelhantes, que destroem coisas sagradas como beleza, a pureza das crianças, e outras coisas do gênero, que valesse mais uma vez o toma lá dá cá, o velho bateu levou, vulgo Lei do Talião, "olho por olho, dente por dente". No caso específico, se os retardados que furaram o quadro do Monet demonstram não saber usar os próprios olhos, que pelo menos um deles lhes seja arrancado e doado para transplante de córnea de quem precisa. Tem horas que não tem muito o que ensinar a certas criaturas, principalmente quando a sua intenção é claramente de sacanear os outros, pura e simplesmente pelo prazer sádico de o fazer. Para esses casos, só o Código de Hamurabi mesmo.